Perseguição religiosa cresce em todo o mundo

Relatórios divulgados neste primeiro semestre mostram o aumento de crises humanitárias no mundo e violações de liberdade religiosa em mais de 30 países.  A Comissão de Liberdade Religiosa Internacional dos Estados Unidos (United States Comission on International Religious Freedom – USCIRF) chegou, inclusive, a recomendar a implementação da Lei de Liberdade Religiosa Internacional (International Religious Freedom Act of 1998), que tem como objetivo a promoção da liberdade religiosa como parte da política externa norte-americana, bem como defender indivíduos perseguidos por questões religiosas em países estrangeiros.

Dados revelam que o número de cristãos perseguidos em 2013 foi de 200 milhões, sendo que a cada cinco minutos, um morre por causa da fé. Outros 500 milhões vivem em “situação perigosa”. Em 40 dos 50 países listados na Classificação da Perseguição Religiosa 2015, divulgada pela Missão Portas Abertas, o extremismo islâmico foi a maior fonte de perseguição aos cristãos.

Por 13 anos seguidos, a Coréia do Norte é o país que mais persegue os cristãos, seguido da Somália, Iraque, Síria, Afeganistão, Sudão, Irão, Paquistão, Eritreia e Nigéria. México, Turquia e Azerbaijão estavam fora em monitoramentos anteriores e agora entraram também para a lista.

Em defesa da causa

Após convite para participar do lançamento do Painel Internacional de Parlamentares para a Liberdade Religiosa, na Noruega, ano passado, o deputado federal Leonardo Quintão tem liderado na Câmara trabalhos em prol da defesa deste direito fundamental do cidadão.

No início de junho deste ano, apresentou na Câmara dos Deputados um projeto de lei que institui o Estatuto Jurídico da Liberdade Religiosa, que irá defender e promover a liberdade religiosa em todas as suas formas de expressão, individuais e coletivas, servindo de instrumento legal para prevenir e combater as manifestações de intolerância. “É importante deixarmos claro em uma legislação federal que o Brasil respeita esse direito. Não concordo com a violência simbólica e o discurso de ódio que tem sido proferido, cada vez mais, contra os cristãos. Entendo que todas as religiões devem ser tratadas com respeito e reconhecimento, e o estatuto vem garantir isso, inclusive, o direito daqueles que não queiram manifestar a fé”.

O deputado ainda destaca que apesar de ‘velada’, o Brasil também tem registrado casos de violência contra cristãos. Segundo dados da Secretaria de Direitos Humanos, em 2014, o Disque 100 registrou 149 denúncias de discriminação religiosa no país.