Combate ao câncer e políticas de tratamento pelo SUS é tema de fórum nacional na Câmara

No dia Mundial de Combate ao Câncer a Câmara dos Deputados, em parceria com um instituto oncológico, está realizando o V Fórum Nacional de Políticas de Saúde em Oncologia – Tecnologia, Humanização e Acesso. O evento, que acontece hoje e amanhã, tem o objetivo de debater os principais problemas enfrentados pelos pacientes com câncer que dependem do Sistema Único de Saúde (SUS).

Além do dia de hoje, a Casa tem sempre proposto discussões quanto à importância de se analisar e votar com urgência os projetos de leis que garantem novas políticas públicas no combate ao câncer, além de garantias aos pacientes em tratamento e alertas quanto à importância da prevenção dessa doença.

Uma das medidas aprovadas mais recentemente pelos deputados foi à suspensão de uma portaria do Ministério da Saúde que autorizava o SUS a custear apenas a mamografia para mulheres com mais de 50 anos. Agora, todas as mulheres a partir de 40 anos já podem realizar o exame gratuitamente.

Já sancionada, uma nova lei, a 12.802/13, que também teve origem na Câmara, obriga o SUS a realizar cirurgia plástica reparadora em mulheres que retiraram a mama devido a câncer no mesmo procedimento cirúrgico. O câncer de mama ainda é o mais comum em mulheres em todo o mundo e o que causa mais mortes na população feminina. “Não se pode perder tempo quando falamos de doença, e de uma doença tão devastadora quanto o câncer. Por isso, todos os projetos que tramitam na Casa em relação a esse tema, e que vai melhorar a vida da população e do paciente em si, precisam ter urgência. Infelizmente hoje, com o avanço do numero de casos, estamos muito preocupados com os tratamentos, mas precisamos trabalhar, principalmente, com a prevenção”, afirmou o deputado federal Leonardo Quintão.

Toda essa preocupação em torno da doença faz sentido. Dados do Instituto Nacional do Câncer mostram que, enquanto em 2002 foram estimados 39 mil novos casos de câncer em Minas, a previsão para este ano é quase 58% maior: 61,5 mil doentes.  Segundo o DataSUS, do Ministério da Saúde, nos 10 anos entre 2002 e 2012 – último dado analisado –, ocorreram 178.893 óbitos por câncer em Minas, com um crescimento em torno de 45% entre o ano inicial e o final.

Aproximadamente 77% das mortes foram registradas entre a população acima de 50 anos, o que evidencia a relação da doença com o envelhecimento. Dados que consideram apenas os óbitos em hospitais do SUS também indicam a tendência de alta no problema: entre 2010 e 2014, houve aumento de 26,6% no total de mortes – um salto de 5.563 para 7.043.