Aumento dos planos de saúde e novo modelo de “franquia’ serão discutidos na Câmara

Na próxima terça-feira a Comissão de Defesa do Consumidor realizará uma audiência pública para discutir os reajustes, considerados abusivos, dos planos de saúde. Atualmente, estima-se que mais de 50,4 milhões de brasileiros possuem planos de saúde e segundo o requerimento apresentado para a audiência os “reajustes elevados e descolados da inflação oficial vêm tornando o serviço privado proibitivo”.
Na audiência também será discutida a proposta da Agência Nacional de Saúde (ANS) que determina um número de exames e consultas a que o consumidor teria direito de realizar por ano. Segundo a ANS, o sistema de franquia ‘reduzirá custos desnecessários e barateará convênios em ate 30%. “Porém, esse novo modelo de franquia vem sendo bastante questionado, com informações de que o plano de saúde pode, inclusive, aumentar e é por isso que precisamos debater, discutir essa proposta, para que os brasileiros não sejam enganados”, afirmou o deputado federal Leonardo Quintão.
Vão participar dessa audiência pública representantes da ANS, do Procon e do Ministério Público Federal, além do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), da Associação Brasileira de Planos de Saúde e Federação Nacional de Saúde Suplementar. A reunião acontecerá no plenário 8, às 14h30, e pode ser acompanhada pela internet através do canal da Câmara no youtube http://ow.ly/JkoR30kivw3

Entenda o sistema de Franquias
O novo modelo, que está em fase final de análise pela ANS e pode ser regulamentado ainda este ano, e visto com bons olhos para quem usa pouco o plano de saúde, tem similaridade com o que é praticado no mercado de seguro de veículos. Em suma, o consumidor pagaria mensalidade, com direito a alguns procedimentos básicos gratuitos, mas se precisar de outros tipos de consultas, exames ou cirurgias não previstos no plano teria de pagar do próprio bolso até atingir o valor da franquia.
Um usuário que tem despesa mensal de R$500 com plano de saúde – total de R$6 mil no ano – não poderia gastar mais do que o valor total pago ao ano com gastos extras relativos à franquia e a coparticipação. A norma deve determinar também o limite de pagamento mensal para os que aderirem aos planos com franquia. O cliente que gasta mensalmente os R$500 com o plano, também não poderia pagar mais que o dobro do valor, ou seja, R$1 mil por mês. (com informações do jornal EM)