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Surto de microcefalia será tema de comissão geral

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Somente neste ano o Brasil registrou quase 1.800 casos suspeitos de microcefalia e 19 mortes. Situação gravíssima que será debatida amanhã, às 11h, no plenário Ulysses Guimarães, por todas as comissões da Câmara, e poderá ser acompanhada pelo site www.camara.leg.br.

O surto tem acometido os bebês, que estão nascendo com má-formação no cérebro,  e já foi registrado em 13 estados e no Distrito Federal. Em Minas Gerais já são 11 casos confirmados. Todos esses casos estão sendo investigados por terem relação com o vírus zika, transmitido pelo Aedes aegypti, mesmo mosquito da dengue, febre amarela e chikungunya.

“O país enfrenta uma situação gravíssima e desconhecida ainda pela medicina. Essas crianças com microcefalia, talvez, constituam apenas uma parcela das crianças visivelmente afetadas ao momento do nascimento, porque não se sabe ainda, qual a porcentagem das crianças que têm problemas, por exemplo, na audição, na visão, e outros, relacionadas a este vírus”, explicou o deputado federal Leonardo Quintão.

Ainda de acordo com o deputado, a Comissão de Seguridade Social aprovou na semana passada um projeto que cria a Política Nacional de Combate à Dengue, à Febre Chikungunya e à Febre Zika. Ou seja, estabelece em lei obrigações dos governos federal, estaduais e municipais, além da própria população.

O texto prevê, por exemplo, que donos de imóveis têm o dever de mantê-los limpos. Caso existam criadouros de mosquitos no local, o proprietário deverá fazer a limpeza em, no máximo, dois dias. Se isso não acontecer, ou se ele for reincidente, ou se não deixar o fiscal entrar, poderá ser multado em pelo menos metade do valor que paga pelo IPTU. “O problema do mosquito da dengue, chikungunya e da zika é um problema de limpeza. Os maiores focos estão dentro das casas das pessoas. É preciso que a população faça sua parte e ajude a eliminar este mosquito”, acrescentou o deputado.

 

Mobilização

O Ministério da Saúde lançou ontem um Protocolo de Atenção à Saúde à microcefalia relacionada ao Zika, que orienta o atendimento dos especialistas desde o pré-natal da paciente até o desenvolvimento da criança com microcefalia em todo o País. O planejamento visa mobilizar gestores e demais profissionais de saúde envolvidos a trabalhar na identificação precoce da anomalia congênita e outros cuidados especializados da gestante e do bebê.

O principal objetivo do protocolo é orientar as ações para a atenção às mulheres em idade fértil, gestantes e puérperas submetidas ao vírus zika e aos nascidos com microcefalia. O plano recomenda, ainda, as diretrizes para o planejamento produtivo, a detecção e notificação de quadros sugestivos de microcefalia e a reabilitação das crianças acometidas pela malformação congênita. (com informações da Agência Câmara)

 

 

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