Slide background
   

MEC recolhe de escolas públicas livro com texto sobre incesto

Home / Notícias / Educação / MEC recolhe de escolas públicas livro com texto sobre incesto

Após solicitação da Frente Parlamentar Evangélica da Câmara dos Deputados, o Ministério da Educação mandou recolher 93 mil livros que haviam sido distribuídos nas escolas públicas de todo o país por conterem conto sobre o incesto. Em Minas Gerais, a obra foi adotada em toda a rede estadual de ensino.

O livro “Enquanto o Sono Não Vem” vinha sendo usado na alfabetização e leitura de crianças entre 6 e 8 anos e recebeu uma série de críticas por abordar o incesto entre pai e filha. O MEC reavaliou o conteúdo da história e entendeu que crianças dessa faixa-etária são leitores ainda sem condições de ter uma correta interpretação do texto.

“Foi muito importante à participação e a denúncia de pais e professores para que conseguíssemos essa vitória. Essa foi uma vitória das famílias, e ressalto o absurdo que é, termos crianças em processo de formação sendo escolarizadas com esse tipo de conteúdo como o incesto, que só vem a perturbar e confundir a cabeça delas”, explicou o deputado federal Leonardo Quintão.

O conto “A Triste História de Eredegalda” retrata a situação de uma princesa, que é pedida em casamento pelo rei, seu próprio pai. Ele promete, inclusive, que, ao se casar com ele, a mãe da princesa se transformaria em uma criada. A princesa Eredegalda se recusa a casar com o pai e, como castigo, é presa em uma torre, podendo se alimentar apenas de carne salgada, sem tomar água. Para se livrar do castigo, ela aceita casar-se com o pai. Porém, o rei muda de ideia e realiza uma competição com três cavaleiros, em que o primeiro que chegar com um vaso de água na torre se casará com a princesa. Mas, quando eles chegam até o local, Eredegalda já está morta.

Os livros didáticos adotados pelo Ministério da Educação (MEC) para utilização em escolas públicas são selecionados a cada três anos. Geralmente, o MEC firma parceria com universidades que fazem o trabalho de seleção. No caso desse livro, a análise foi feita em 2014 pelo Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita (Ceale) da UFMG. (com informações do jornal O Tempo)

Posts Recomendados
Fale Conosco

Dúvidas ou informações? Envie uma mensagem aqui e responderemos o mais breve!